Apoiar investigadores a levar avante os seus projetos, criar pontes entre as universidades e as empresas e garantir uma maior proximidade das fontes de inovação são os principais objetivos do Altice International Innovation Award, cujos vencedores da terceira edição são anunciados em novembro.

O anúncio dos dois vencedores da terceira edição do prémio Altice International Innovation Award tem data marcada para 13 de novembro, dia em que os 12 finalistas anunciados a 30 de setembro terão de defender os seus projetos perante o grande júri. Os finalistas são startups tecnológicas ou, na categoria “academia”, alunos de mestrado e doutoramento com teses em fase final.

Lançada em 2017, ainda como Prémio Inovação PT, a iniciativa ganhou caráter internacional no ano seguinte, passando a abranger Portugal e França, as duas principais geografias do Grupo Altice. “Precisávamos de testar a iniciativa num âmbito mais restrito e, como fomos bem sucedidos, decidimos alargar”, afirma Ana Patrícia Monteiro. Assim, a short-list que irá lutar pelos dois primeiros lugares em novembro é composta por seis projetos de cada nacionalidade.

Desde o início, o objetivo é apoiar o ecossistema empreendedor e académico e criar pontes entre estes e o tecido empresarial, com projetos desenvolvidos nas áreas dos media, conteúdos, dados e telecomunicações. A adesão tem vindo a crescer de ano para ano, tendo alcançado as 90 candidaturas em 2019. “Tivemos 33 candidaturas na primeira edição, 82 na segunda e 90 este ano”, frisa Ana Patrícia Monteiro responsável pelo Innovation Ecosystem Management da Altice Labs.

Além do prémio pecuniário – que, no caso das startups, é acrescido de uma prova de conceito que permite à Altice fazer algum trabalho de mentoria do projeto em causa – a iniciativa permite aos candidatos ter uma maior possibilidade de ver as suas soluções adotadas pelo tecido empresarial, nomeadamente o Grupo Altice.

Mais perto das fontes de inovação

“O Altice International Innovation Award surgiu com o intuito de fazer uma aproximação ao ecossistema empreendedor e de o ajudar a alavancar as suas ideias”, afirma a responsável da Altice Labs. Por sua vez, a Altice garante uma maior proximidade às fontes de inovação – com possibilidade de enriquecer o portefólio de produtos e serviços- uma vez que, enquanto grande empresa, nem sempre tem a agilidade e a flexibilidade inerentes a uma startup no que toca à capacidade de experimentar novos produtos ou abordagens para a resolver problemas.

“As startups são ótimos parceiros, tanto para resolver algumas das necessidades que os nossos clientes nos comunicam, como para complementar a oferta que já temos”, assume Ana Patrícia Monteiro.

Por outro lado, a Altice Labs tem na sua génese uma relação muito próxima com a Academia, já que foi inicialmente criada no campus da Universidade de Aveiro. “Sabemos da pertinência e do quão importante é mantermos-nos ligados ao ecossistema académico, já que é ali que nascem e fervilham as principais abordagens e primeiras interpretações dos temas e tendências tecnológicas que nos poderão afetar mais à frente”, sublinha Ana Patrícia Monteiro, para quem o prémio acaba por ser uma boa forma de aproximação ao público académico – neste caso os alunos de mestrado e doutoramento.